Com a introdução do Tesla Model 3 Highland no mercado, uma das alterações face ao modelo anterior que mais se destacou, foi a ausência da manete de pisca e velocidades para Tesla Model 3.
Para tal, os novos condutores teriam que recorrer ao ecrã e selecionar a opção desejada, tornando-se bastante complicada de se fazer quando, por exemplo, se circula dentro de 1 rotunda e são necessárias as 2 mãos no volante.
Entretanto surgiu o update (ou melhor, upgrade) da respetiva peça aftermarket.
No seguinte vídeo, é possível ver a instalação de stalks físicos no Tesla Model 3 Highland, permitindo voltar a ter controlo tradicional de piscas e seleção de mudanças. A integração fica bastante próxima do aspeto original do carro.
A razão desta modificação ser tão procurada está ligada à decisão da Tesla de remover estas alavancas nos modelos mais recentes, obrigando ao uso de botões no volante e do ecrã para mudar de marcha. Muitos condutores consideram essa solução menos intuitiva, sobretudo em situações como rotundas ou manobras rápidas. Com este kit, a condução torna-se mais natural e imediata, recuperando gestos automáticos que a maioria das pessoas já tem interiorizados. Por isso, é frequentemente visto como um dos upgrades mais úteis para o Model 3 Highland.
Apesar das vantagens, continua a ser uma solução aftermarket, com qualidade variável e possível dependência de software do carro. Ainda assim, a procura é tão grande que a própria Tesla já voltou a considerar este tipo de controlo físico em alguns contextos.
Manete de pisca e velocidades para Tesla Model 3
Os stalks físicos no Tesla Model 3 Highland trazem uma vantagem imediata que muitos condutores valorizam: a utilização intuitiva baseada em memória muscular. Durante décadas, a maioria das pessoas habituou-se a usar alavancas para indicar mudanças de direção ou selecionar a marcha, o que significa que estes gestos se tornaram automáticos. Ao remover essas manetes e substituí-las por botões no volante ou controlos no ecrã, a Tesla introduziu uma curva de adaptação que nem todos apreciam.
Com stalks físicos, o condutor não precisa de pensar ou olhar para confirmar onde carregar, simplesmente executa o movimento de forma natural. Isto reduz o tempo de reação e melhora a fluidez da condução, especialmente em situações do dia a dia como mudanças rápidas de direção ou arranques em trânsito urbano. Esta naturalidade é muitas vezes descrita como um regresso a algo mais humano, onde a interface do carro acompanha o comportamento instintivo do condutor em vez de o obrigar a adaptar-se a um sistema digital.
Além disso, o facto de os stalks oferecerem uma resposta mecânica direta — o chamado feedback tátil — dá ao condutor uma confirmação clara de que a ação foi executada. Nos controlos digitais, essa confirmação depende muitas vezes de feedback visual, obrigando a desviar o olhar da estrada. Assim, os stalks não só aceleram as interações como também aumentam a confiança do condutor ao executar cada manobra de condução, tornando a experiência global mais fluida e previsível.
A redução da distração é outro ponto forte dos stalks físicos. Conduzir exige atenção constante, e qualquer necessidade de olhar para o volante ou para o ecrã central pode comprometer a segurança, mesmo que por breves segundos. No Model 3 Highland sem stalks, o condutor precisa frequentemente de confirmar visualmente a localização dos botões de pisca ou a seleção de marcha no ecrã. Já com stalks, tudo está posicionado de forma fixa e previsível, permitindo operar os controlos sem tirar os olhos da estrada.
Isto é particularmente relevante em cenários como rotundas, curvas apertadas ou trânsito intenso, onde a rapidez de decisão é crucial. Além disso, os botões no volante têm a desvantagem de rodar com o próprio volante, o que pode dificultar a sua localização em certas posições. As manetes, por outro lado, mantêm-se sempre no mesmo sítio, independentemente do ângulo do volante, garantindo consistência e reduzindo a probabilidade de erro.
Por fim, os stalks físicos contribuem para uma experiência de condução mais confortável e menos exigente do ponto de vista cognitivo. Interfaces digitais avançadas podem parecer modernas, mas exigem mais atenção e interpretação por parte do utilizador. Com stalks, o condutor interage com o carro de forma direta e previsível, sem necessidade de processar informação adicional ou navegar em menus. Isto reduz a carga mental, especialmente em viagens longas ou em ambientes urbanos complexos.
Além disso, para quem vem de veículos tradicionais, a presença de manetes torna a transição para um carro elétrico muito mais suave. Em vez de aprender um novo sistema de controlo, o condutor pode continuar a usar hábitos já consolidados. No conjunto, os stalks físicos não representam um avanço tecnológico, mas sim uma otimização da ergonomia e da experiência do utilizador, equilibrando inovação com praticidade e conforto no uso diário.
Excelente solução para os proprietários do modelo Tesla que sentem a ausência deste acessório.
E por falar em Tesla, aproveitamos para relembrar que em breve estarão disponíveis os superchargers Tesla no Mar Shopping Matosinhos. As obras estão praticamente concluídas.
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